Caso Hiago: Matadores contaram em depoimento que vítima devia R$ 2.500 ao tráfico.

Policial

Quarta-Feira, 13 de Novembro de 2019

Rodrigo Porto Oliveira, o Playboy, e Alexandre Cruz Brito, o Parcker ou Xande, acusados de matar o motorista de aplicativo, Hiago Evangelista, 24 anos, disseram em depoimento ao juiz Reno Viana e ao promotor José Junseira, na tarde dessa segunda-feira, 11, em audiência de custódia, que o crime foi cometido a mando do tráfico de drogas, a quem a vítima devia - segundo a dupla - R$2.500,00.

Ainda de acordo com o depoimento, ao qual o Sudoeste Digital teve acesso na íntegra, na manhã de sábado, dia 8, o cunhado de Hiago, de prenome Victor, teria sido contactado por um dos matadores, via aplicativo Whatsapp, informando sobre a morte e dando a localização do corpo. Rodrigo já responde por homicídio anterior e roubo de moto e Alexandre pertence a uma facção criminosa de Conquista.

Exatamente onde a polícia fez a localização, no mesmo dia. Fontes ligadas ao caso acredita que a nova versão pode ser uma tentativa de confundir a polícia, servindo como estratégia de defesa dos acusados do crime. Amigos, colegas e familiares rechaçam a versão dos acusados pela morte.

Uma testemunha disse ter visto um dos matadores, RODRIGO PORTO OLIVEIRA SILVA, circulando com o veículo em um espetinho pelo Bairro Brasil. O contato da vítima foi passado, segundo Rodrigo, por seu comparsa, Alexandre, para que negociassem uma corrida do Alto Maron até a Urbis VI, fechando o valor em R$70,00.

O veículo da vítima, de acordo com os matadores, seria levado a um desmanche para quitar a suposta dívida. Durante o depoimento, que foi ainda acompanhado pela defensora Pública, Luciana Andrade Freire e o advogado Ikaro Silva Costa, foi revelado que Hiago, na noite em que desapareceu, fora visto em uma pizzaria em Barra do Choça.

Procurado pela reportagem do Sudoeste Digital, o delegado do caso, Marcus Vinícius, disse que sua equipe está apurando todas as informações e não adiantou os próximos passos da investigação. Em contato com o Sudoeste Digital, o promotor José Junseira disse que o caso é tratado como latrocínio, portanto fora da sua atribuição. O Sudoeste Digital tenta contato com o juiz e defensores.

 


Fonte: Sudoeste Digital


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